
Fevereiro a Julho de 2013
Como criar embalagens que transmitam sofisticação e desejo com preços populares, otimizar custos através do reaproveitamento inteligente de estruturas existentes, sem que o consumidor perceba limitação, mas sim exclusividade?
A Jequiti é a terceira maior marca de cosméticos do Brasil, fundada em 2006 por Silvio Santos como parte do Grupo Silvio Santos. Com modelo de venda direta através de 260 mil consultoras e forte integração com o SBT, a marca se posiciona como líder em perfumaria popular com apelo de celebridades. O diferencial competitivo único é a sinergia com a emissora — o "Roda a Roda Jequiti" já distribuiu mais de R$ 128 milhões em prêmios. O desafio central era criar embalagens com percepção premium mantendo custos compatíveis com o público classe C. A estratégia de reaproveitamento de estruturas existentes (mesma faca de cartucho, mesmos moldes de frasco) com diferenciação por acabamentos permitiu criar três níveis de sofisticação sem multiplicar investimentos em ferramental. Para as linhas de celebridades, o trabalho exigiu traduzir a personalidade de cada artista em forma, cor e textura — criando embalagens que o fã reconhecesse como "a cara" do ídolo antes mesmo de ler o nome.
Desenvolvimento de sistema modular de embalagens que permite criar identidades visuais distintas (linhas masculinas, femininas e celebridades) reutilizando estruturas de embalagens secundárias e terciárias. Criação de shapes exclusivos para embalagens primárias (frascos) e desenvolvimento de produtos para artistas do SBT como Eliana e Celso Portiolli.
•Reaproveitamento estratégico de embalagens secundárias e terciárias para redução de custos
•Criação de shapes de frascos exclusivos para linhas masculinas e femininas
•Desenvolvimento de embalagens para fragrâncias de celebridades do SBT
•Renders 3D fotorrealistas para aprovação antes da produção de moldes
•Diferenciação visual através de acabamentos (hot stamping, verniz localizado, soft touch)
•Embalagens que "vendam" através de fotos no catálogo de venda direta
No modelo de venda direta, a embalagem enfrenta um desafio único: ela precisa convencer duas pessoas antes de gerar uma venda. Diferente do varejo tradicional onde o produto está na gôndola e o consumidor decide sozinho, na Jequiti existe uma intermediária fundamental: a consultora. Quando Sandra abre a bolsa e coloca o frasco na mão de Márcia, acontece o momento decisivo da venda. Em segundos, a embalagem comunica:
Para Sandra mostrar com orgulho:
Para Márcia decidir comprar:

Compradora de cosméticos Jequiti, busca produtos de qualidade com preço acessível que transmitam sofisticação e engajamento de vendas.
"Quero me sentir bonita e cheirosa sem gastar uma fortuna. Quando a embalagem é bonita, parece que o perfume é melhor."

Consultora Jequiti há 8 anos; empreendedora que usa os produtos como ferramenta de renda e independência financeira.
"Produto bonito vende sozinho. Quando a cliente pega na mão e sente o peso, o acabamento, ela já quer levar."
O design só é bem-sucedido quando passa nos dois testes:
Teste Sandra: “Vou mostrar esse produto com entusiasmo para meus clientes?”
Teste Márcia: “Vou me sentir especial usando esse produto e quero que as pessoas vejam?”
Se falhar em qualquer um dos dois, a venda não acontece. Por isso, cada decisão de design - do shape do frasco ao acabamento do cartucho - foi validada contra as necessidades de ambas as personas.
A embalagem Jequiti não é apenas container do produto. É ferramenta de vendas para Sandra e objeto de desejo para Márcia. É a ponte que conecta a fábrica ao banheiro da consumidora, passando pela bolsa da consultora. Quando Sandra pega o frasco e diz "Olha que lindo!" com genuíno entusiasmo, e Márcia responde "Nossa, parece importado!", o design cumpriu sua função para as duas personas simultaneamente.
Essa é a essência do packaging para venda direta: uma embalagem, duas conquistas.
A mesma estrutura de cartucho (faca de corte, gramatura, dimensões) recebe tratamentos gráficos e acabamentos completamente diferentes, criando três percepções de valor distintas com investimento único em ferramental. Como exemplo:
Os shapes de frascos foram desenvolvidos para criar identidade imediata de cada linha. Para o feminino, curvas orgânicas e cintura marcada transmitem elegância e delicadeza. Para o masculino, linhas angulares e geometria forte comunicam poder e sofisticação. Cada shape foi modelado considerando restrições de produção: ângulos de desmolde, espessura de parede e compatibilidade com tampas existentes.









A renderização fotorrealista em 3D Studio Max permitiu aprovar shapes, cores e acabamentos antes de investir em moldes (R$ 180.000 cada) ou lotes mínimos de componentes (50.000 unidades). Celebridades aprovaram embalagens remotamente através de renders, eliminando necessidade de protótipos físicos e acelerando time-to-market.








